DERIVA
A Deriva, uma análise psicogeográfica, foi concebida para revolucionar o cotidiano. É praticada através de um "nomadismo urbano visionário", procurando experimentar a intensidade da percepção. O praticante da deriva deve estar ciente e procurar entender os imprevistos, os obstáculos, deslocando-se constantemente em direção às possibilidades do espaço. Perceber as sensações e motivações que dão significância a cada ponto e linha reta ou curva do seu percurso. A deriva baseia-se, contudo, nas escolhas aleatórias e na impressão de simbologia no trajeto traçado.
FLANEUR
O filósofo alemão Walter Benjamin compreendia o flaneur como um fenômeno típico da modernidade. Charles Baudelaire via o flaneur como o sujeito que experimenta a cidade.
Podemos dizer, então, que a proposta do flaneur é, a partir de um percurso planejado, caminhar pelas ruas das (modernas) cidades com um olhar despreocupado e uma mente tranquila e aberta, procurando decifrar e entender as diversas formas, tons, sons...
"A busca do flaneur é pelo espaço ideal – parques, praças, lugares em que humanos se reúnam para fugir à transitoriedade urbana."
PARKOUR
Parkour ou l'art du déplacement (arte do deslocamento) é a atividade de domínio do ambiente em sua totalidade, buscando vencer os obstáculos em seu caminho usando apenas os movimentos naturais do corpo. A agilidade e a noção do espaço sugerem a dominação e a vantagem sobre o mesmo. Uma ocupação rápida mas que proporciona sensações que não seriam percebidas por passantes distantes. A velocidade e a fluidez aguçam os traceurs (praticantes de parkour).
FLASH-MOB
Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social, notadamente pelas redes sociais digitais. (Wikipédia)
Essa maneira singular de ocupação do espaço, com o primeiro ato realizado em Manhattan, caracteriza-se por uma análise inusitada do ambiente, que é percebido e sentido através de performances feitas por pessoas comuns. O começo repentino e a dispersão natural após o termino da apresentação caracterizam a efemeridade e a capacidade de mutação dos ambientes.
ROLEZINHOS
Os rolezinhos se tornaram uma forma (polêmica) de ocupação do espaço urbano. Em sua maioria compostos por jovens, esses movimentos, que tiveram início no final de 2013, constituem-se de encontros previamente marcados por um grupo de pessoas através das redes sociais. Os principais lugares onde acontecem os movimentos são os shoppings e as praças/parques.
A problematização dessa maneira de ocupação do espaço decorre da dimensão que o movimento vem tomando. A aglomeração repentina, sem nenhum aviso prévio aos trabalhadores de lojas por exemplo, causa um certo espanto, levando-os a cometer atos muitas vezes considerados discriminatórios. Os rolezinhos vêm sendo discutidos, supervisionados e, muitas vezes, reprimidos por preconceitos.
Os participantes, entretanto, afirmam que os rolezinhos são apenas encontros marcados pela internet, por adolescentes querendo se divertir, e que os tumultos e casos criminosos são gerados por pessoas que se camuflam em meio aos participantes da reunião. (http://www.metropolitana.com.br/blog/seguranca-publica-2/de-onde-surgiram-os-rolezinhos/)
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