Luísa Caporali Arquitetura
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
2o SketchUp sensitivo do grupo
http://sarapbf.blogspot.com.br/2014/10/sketchup-sensitivo-do-grupo-ii.html
1o SketchUp Sensitivo do grupo
http://sarapbf.blogspot.com.br/2014/10/sketchup-sensitivo-do-grupo.html
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Visitação à Galeria Adriana Varejão - INHOTIM
A Galeria Adriana Varejão, inaugurada em março de 2008, é um espaço concebido para receber as obras da artista, que participou da conceituação do projeto arquitetônico. O edifício, de autoria do arquiteto paulistano Rodrigo Cerviño Lopez, tem 477m² e cria um percurso que começa num caminho por entre um espelho d'água. A primeira sensação que o grupo teve ao chegar na galeria foi de isolamento e amplitude, uma vez que antes estávamos em um lugar com densa vegetação. Ao avistar o prédio, temos um ambiente mais aberto ao seu redor, apenas rodeado por um jardim de porte pequeno. Isso deu destaque à galeria, causando curiosidade nos visitantes.
A primeira parada se faz em um espaço no centro desse espelho d'água, onde encontramos sua primeira, Panacea Phantástica, um bloco revestido com azulejos que apresentam tipos de plantas alucinógenas. A obra (mais utilizada como um lugar de assento), em relação com o espaço aberto ao redor, gera a sensação de contemplação, porém essa podendo ocorrer de diversas formas, "de acordo com o seu psicológico". Além disso, a fachada com toda a sua geometrização e solidez em grande escala, somado ao caminho que nos direciona para dentro do pavilhão, gera expectativas.
fachada da galeria
Entrando na galeria, sentimos uma relativa quebra de expectativa. Talvez se formulassem uma entrada mais discreta, com menos passagens de luz, a curiosidade teria permanecido com o caminho até a próxima obra da artista, Linda do Rosário. Contudo, os traçados retos e bem direcionados evitaram a dispersão da obra, proporcionando um direcionamento maior do olhar para a mesma. Sobre a obra, podemos dizer grosseiramente "uma parede viva". A artista utiliza-se da relação entre perspectivas e sentimentos: cor, profundidade, espaço, verossimilhança; violência, crueza, agressividade, invasão. A centralidade da obra no ambiente seco foi fundamental para a maior interatividade das pessoas com a mesma. Duas perguntas:
- os produtos do homem têm vida como seu criador?
- seríamos nós como as nossas criações? Apenas uma aparência fria, de concreto pro fora, com um interior pulsante que nos preenche das mais variadas formas?
Ainda no primeiro andar, antes de prosseguirmos, nos deparamos com o cenário ilusionista. O Colecionador é a maior pintura da série Saunas da artista, e faz uso de uma palheta quase monocromática para criar um labirinto interior idealizado. Com seus jogos de luz e sombras, a pintura evoca espaços de lazer e sensualidade e reflete a arquitetura do pavilhão, propondo uma continuidade virtual do espaço.
obra Linda do Rosário (2004)
Já no segundo pavimento, a obra principal toma conta da periferia de todo o espaço de uma salão. A obra Celacanto provoca maremoto (2004-2008) vale-se do barroco e da azulejaria portuguesa como principais referencias históricas. A pintura, o trabalho com a tela sobre o gesso (aparentam grandes azulejos quebrados), as cores, as figuras e as formas nos transmitem duas sensações: a de calmaria, representada em um lado da sala pelas linhas retas da pintura, e a de tormenta, nas outras três paredes do ambiente, com os movimentos circulares e intensos. A percepção inicial foi de estarmos imersos no oceano. Em seguida, notamos que a posição da escada (no centro do salão) e dos bancos em seu redor (com vista ampla para a obra) nos remetia a sensação de estarmos dentro de um barco, em sua parte inferior, sentindo a tormenta daquele oceano. Talvez se a escada não tivesse sido posicionada de tal maneira, trazendo então os visitantes de um dos cantos do salão a sensação não seria a mesma, nem a percepção da obra. Contudo, um jogo de luz poderia ter sido pensado, com maior direcionamento dos focos, relacionando-se com o ritmo da pintura.
obra Celacanto Provoca Maremoto (2004-2008)
Por fim, através de uma saída lateral, uma porta (talvez se não tivesse a porta, mas panos...)que dá para um corredor apertado que nos leva para o terceiro e último andar da galeria. O corredor imerso em paredes altas, que nos permitem apenas a visão do céu, nos propôs a ideia de estarmos saindo de algo profundo e de estarmos sendo guiados a um espaço superior com maiores possibilidades - é comum a primeira coisa que queremos ver após situações de confinamento ser o céu, a amplidão do espaço, a luminosidade. A medida que percorremos e subimos, começamos a ver novamente a mata densa circundando o espaço do pavilhão. Situados, por último, em um pátio suspenso, com um banco continuo de concreto revestido com azulejos com figuras de pássaros. A harmonia entre o ambiente do pavilhão e do ambiente externo do Inhotim, sugere um espaço de repouso e admiração, (apenas do céu e das copas das árvores). O canto dos pássaros parece ser o canto daqueles pintados no azulejo, e nos vimos no mesmo nível que eles, em relação à superfície.
banco de azulejos de passarinhos
Pensando na trajetória inversa, chegando por exemplo pela ponte que conecta o arredor do pavilhão ao terceiro pavimento do mesmo, a visão do espaço e da obra da artista seria completamente diferente. Poderíamos pensar, inclusive, em um percurso que vai da superfície ao espaço mais profundo: ao interior, à carne. As obras seriam relidas e os próprios espaços do pavilhão, como o corredor, teriam outra interação com o lugar e as próprias obras.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
A Prototipagem Rápida na Arquitetura
Sabe-se que a revolução tecnológica está historicamente ligada à evolução da sociedade, em todos os seus aspectos. A todo momento, a humanidade desenvolve novos métodos e ferramentas para produzir e distribuir, com maior precisão, os produtos necessários à sua (sobre)vivência. A prototipagem rápida é um exemplo de ferramenta tecnológica revolucionária, que gerou um significativo impacto no modo de produção e no design das construções arquitetônicas.
A inserção dessa tecnologia no ensino e na prática do projeto arquitetônico tem um papel transformador na forma de se projetar, envolvendo mudanças nas práticas decisórias, em simulações, em experimentações, na representação de projetos, na geração de documentos, na colaboração entre projetistas, etc.. Posso dizer, ainda por todos os instrumentos a ela relacionados ( impressora a laser, CNCs...), que tal processo revolucionário apresenta apenas benefícios. O trabalho à mão, a sensibilidade não cibernética daqueles que antes desenhavam seus projetos em grandes apoios de madeira, e em seguida utilizavam das convencionais ferramentas de corte e de medida...não podemos dizer que esse método foi perdido. Apenas facilitado, dependendo ainda de cada arquiteto a maneira a ser escolhida para a operação, transformação, aprimoramento e execução do seu projeto.
A inserção dessa tecnologia no ensino e na prática do projeto arquitetônico tem um papel transformador na forma de se projetar, envolvendo mudanças nas práticas decisórias, em simulações, em experimentações, na representação de projetos, na geração de documentos, na colaboração entre projetistas, etc.. Posso dizer, ainda por todos os instrumentos a ela relacionados ( impressora a laser, CNCs...), que tal processo revolucionário apresenta apenas benefícios. O trabalho à mão, a sensibilidade não cibernética daqueles que antes desenhavam seus projetos em grandes apoios de madeira, e em seguida utilizavam das convencionais ferramentas de corte e de medida...não podemos dizer que esse método foi perdido. Apenas facilitado, dependendo ainda de cada arquiteto a maneira a ser escolhida para a operação, transformação, aprimoramento e execução do seu projeto.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Croquis, sensações... Praça Otacílio Negrão de Lima
Após seguidas visitas a praça Otacílio Negrão de Lima, no bairro Floresta, foi-nos proposto o trabalho de percepção das sensações que o espaço nos remete. Trabalhando com croquis e performances na tentativa de experimentação do espaço, discutimos o sistema de objetos, as sensações e o sistema de ações da praça e do seu entorno (ruas próximas).
Abaixo, o trabalho de montagem no photoshop com os croquis e as sensações relacionada a cada ponto escolhido.
Espaço central da praça
Clínica Odontológica (casa branca em frente a praça)
Casa residencial em rua adjacente
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Algumas estratégias de apropriação do espaço
DERIVA
A Deriva, uma análise psicogeográfica, foi concebida para revolucionar o cotidiano. É praticada através de um "nomadismo urbano visionário", procurando experimentar a intensidade da percepção. O praticante da deriva deve estar ciente e procurar entender os imprevistos, os obstáculos, deslocando-se constantemente em direção às possibilidades do espaço. Perceber as sensações e motivações que dão significância a cada ponto e linha reta ou curva do seu percurso. A deriva baseia-se, contudo, nas escolhas aleatórias e na impressão de simbologia no trajeto traçado.
FLANEUR
O filósofo alemão Walter Benjamin compreendia o flaneur como um fenômeno típico da modernidade. Charles Baudelaire via o flaneur como o sujeito que experimenta a cidade.
Podemos dizer, então, que a proposta do flaneur é, a partir de um percurso planejado, caminhar pelas ruas das (modernas) cidades com um olhar despreocupado e uma mente tranquila e aberta, procurando decifrar e entender as diversas formas, tons, sons...
"A busca do flaneur é pelo espaço ideal – parques, praças, lugares em que humanos se reúnam para fugir à transitoriedade urbana."
PARKOUR
Parkour ou l'art du déplacement (arte do deslocamento) é a atividade de domínio do ambiente em sua totalidade, buscando vencer os obstáculos em seu caminho usando apenas os movimentos naturais do corpo. A agilidade e a noção do espaço sugerem a dominação e a vantagem sobre o mesmo. Uma ocupação rápida mas que proporciona sensações que não seriam percebidas por passantes distantes. A velocidade e a fluidez aguçam os traceurs (praticantes de parkour).
FLASH-MOB
Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social, notadamente pelas redes sociais digitais. (Wikipédia)
Essa maneira singular de ocupação do espaço, com o primeiro ato realizado em Manhattan, caracteriza-se por uma análise inusitada do ambiente, que é percebido e sentido através de performances feitas por pessoas comuns. O começo repentino e a dispersão natural após o termino da apresentação caracterizam a efemeridade e a capacidade de mutação dos ambientes.
ROLEZINHOS
Os rolezinhos se tornaram uma forma (polêmica) de ocupação do espaço urbano. Em sua maioria compostos por jovens, esses movimentos, que tiveram início no final de 2013, constituem-se de encontros previamente marcados por um grupo de pessoas através das redes sociais. Os principais lugares onde acontecem os movimentos são os shoppings e as praças/parques.
A problematização dessa maneira de ocupação do espaço decorre da dimensão que o movimento vem tomando. A aglomeração repentina, sem nenhum aviso prévio aos trabalhadores de lojas por exemplo, causa um certo espanto, levando-os a cometer atos muitas vezes considerados discriminatórios. Os rolezinhos vêm sendo discutidos, supervisionados e, muitas vezes, reprimidos por preconceitos.
Os participantes, entretanto, afirmam que os rolezinhos são apenas encontros marcados pela internet, por adolescentes querendo se divertir, e que os tumultos e casos criminosos são gerados por pessoas que se camuflam em meio aos participantes da reunião. (http://www.metropolitana.com.br/blog/seguranca-publica-2/de-onde-surgiram-os-rolezinhos/)
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